Crise afugenta 1/3 dos corretores de imóveis no DF, segundo Secovi

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Crise afugenta 1/3 dos corretores de imóveis no DF, segundo Secovi

Mensagem por ceara » 20 Mai 2017, 10:55

Nos últimos cinco anos, quase 5 mil corretores de imóveis desistiram da profissão no Distrito Federal, segundo o Sindicato de Habitação do DF (Secovi).

Fatores como inflação, desemprego, juros altos e restrição no crédito causaram a retração no mercado imobiliário e uma desaceleração no consumo, o que provocou a saída dos profissionais.

Segundo o vice-presidente do Secovi, Ovídio Maia, há 25 mil profissionais registrados no conselho da categoria, mas somente 10 mil estão na ativa.

Nos "tempos áureos" do mercado, em 2010, havia 15 mil ativos, diz.
“Se o corretor de imóveis não fizer poupança e pensar em longo e médio prazos, ele com certeza retornará para sua profissão de origem e irá abandonar o mercado.”
O servidor público Edvaldo Carvalho era corretor de imóveis até 2013, quando terminou o auge das vendas de imóveis no Brasil. “Era melhor ter salário fixo do que ter um sonho de ganhar dez vezes mais com aquela instabilidade.”

Os corretores de imóveis do DF dizem que as vendas começaram a melhorar após a decisão da Caixa Econômica Federal de dobrar o valor do financiamento de imóveis no país. O banco estatal vai subsidiar a compra de imóveis de até R$ 3 milhões e pode emprestar até 80% do valor aos compradores.

De acordo com Maia, o incentivo estatal deve aquecer o mercado de imóveis avaliados entre R$ 750 mil a R$ 1,5 milhão. O Distrito Federal é o terceiro maior mercado do país atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Se o corretor de imóveis não fizer poupança e pensar em longo e médio prazo, ele com certeza retornará para sua profissão de origem e irá abandonar o mercado"

Presidente da Associação Brasileira de Mercado Imobiliário (Abmi), Pedro Fernandes diz que haverá maior movimentação no setor após o governo federal liberar R$ 10 bilhões em linha de crédito para novas construções.
“Vai movimentar toda a cadeia da construção civil e retomar o volume de construções, que ficou limitado pela questão do crédito. Essa medida vai fazer muito bem para o mercado imobiliário e principalmente para quem quer comprar um imóvel.”
Valor de mercado

De acordo com levantamento global feito em 54 países pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), instituição que funciona como o banco central dos bancos centrais, a valorização imobiliária no Brasil foi de 121% nos cinco anos seguintes ao período pós-crise de 2008.

Entre 2008 e 2011, a valorização anual ficou acima dos 20%.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) apontam um incremento de 42% no volume de financiamentos para construção e compra de imóveis em 2011 comparado com 2010, somando R$ 79,9 bilhões.

Foram financiadas 493 mil unidades, 17% a mais do que no ano anterior. No mesmo período, o valor dos imóveis subiu 26%, de acordo com o índice FipeZap.

Como a economia se manteve em uma crescente, com baixo desemprego, crescimento da renda e baixa inadimplência, a liberação do crédito imobiliário continuou em expansão nos anos seguintes.

Em 2013, os números bateram recorde, atingindo R$ 109,2 bilhões, 32% a mais do que no ano anterior. Foram financiados 529,8 mil imóveis, alta de 17% se comparado com os 453,2 mil de 2012.

Nos últimos cinco anos, cerca de 4 mil corretores de imóveis desistiram da profissão no Distrito Federal, segundo o Sindicato de Habitação do DF (Secovi). Fatores como inflação, desemprego, juros altos e restrição no crédito causaram a retração no mercado imobiliário e uma desaceleração no consumo.

Segundo o vice-presidente do Secovi, Ovídio Maia, o desaquecimento provocou a saída dos profissionais. “Se o corretor de imóveis não fizer poupança e pensar em longo e médio prazos, ele com certeza retornará para sua profissão de origem e irá abandonar o mercado.”

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