Bahia vive boom imobiliário

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Bahia vive boom imobiliário

Mensagem por bahiacorretagem » 22 Out 2007, 09:23

O momento é de retomada do ritmo de construções e vendas no setor imobiliário. Para se ter uma idéia, no ano passado, foram ofertadas 5.200 unidades habitacionais na Bahia e vendidas 4.850. Para este ano, a estimativa inicial era de 6 mil ofertas, mas as apostas já subiram para 7.500, um aumento de 44,2%.

Há quem diga que o setor experimenta um boom. O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Luiz Augusto Amoedo, prefere definir como uma nova fase do mercado imobiliário.

“O número é bastante expressivo quando comparado ao ano passado, mas o mercado imobiliário baiano, na década de 80, trabalhava com 10 mil unidades por ano. Ainda estamos longe de atingir o nível do passado”, compara Luiz Amoedo.

A distância fica ainda maior quando considerado o déficit imobiliário no Estado. Naquela época, a população era um pouco acima de 1,5 milhão de pessoas, metade da atual. E, hoje, o déficit habitacional na Bahia é calculado em 700 mil habitações.

Outro aspecto importante para entender o cenário é que o déficit está concentrado na oferta de imóveis para baixa renda, enquanto que o volume maior de construções é voltado para a população de classe média para cima.

O preço médio dos imóveis que estão sendo comercializados no Salão de Negócios Imobiliários, no Centro de Convenções, até o próximo dia 28, por exemplo, é de R$ 120 mil, chegando a R$ 1 milhão. São esses os produtos que estão aquecendo o mercado, diz Amoedo.

São imóveis que seguem um novo conceito de moradia: condomínios que incorporam os diferenciais oferecidos por resorts e clubes, como piscina, quadra esportiva, academias, brinquedoteca, espaço gourmet, entre outros serviços para os moradores.

Crédito – O presidente da Ademi destaca como impulsionador da nova fase imobiliária a grande oferta de financiamento por parte de instituições bancárias, com prazos longos de até 30 anos. “Prazo elástico com juros baixos resulta em uma equação de prestação reduzida que cabe no bolso do cliente”, observa.

O gargalo é que a classe popular, mesmo que consiga acesso a crédito bancário, não encontra oferta de imóveis. “O grande problema é a falta de infra-estrutura. Falta terreno com custo mais barato. O que existe está afastado do centro da cidade e, para torná-lo habitável, é preciso transporte coletivo, escola, comércio. Isso tem de ser levado pelo governo para que a gente possa fazer a nossa parte: o empreendimento”, afirma Amoedo.

O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado da Bahia (Sindimóveis Bahia), Carlos Santos, garante que ainda este ano serão lançados produtos imobiliários com preços a partir R$ 60 mil, em Salvador. Também estão previstos lançamentos para o primeiro semestre do próximo ano para as cidades de Feira de Santana, Camaçari e Lauro de Freitas.

O corretor da Norcon e Sertenge, Eugênio Sena, conta que, na via CIA (Centro Industrial de Aratu)-Aeroporto será lançado um empreendimento com 300 unidades ainda este ano. Os apartamentos custarão entre R$ 70 mil e R$ 90 mil, com entrega prevista para 24 a 30 meses.

“O mercado está fervilhando. Tem muito recurso chegando ao Nordeste. E Salvador é a bola da vez. Tudo que se lança na cidade se vende”, garante.

Empregos – Atualmente, o setor tem empregado cerca de 35 mil pessoas diretamente. “A gente acha que pode dobrar esse número, alcançando 70 mil empregados diretos em 2008”, calcula o presidente da Ademi, Luís Augusto Amoedo. Para cada emprego direto no setor habitacional somam-se outros 2,8 indiretos. Ou seja, o total pode chegar a 200 mil empregos indiretos.

Mas esse volume maior de mão-de-obra só deve ser percebido daqui a pelo menos seis meses. Isso porque logo depois do lançamento dos imóveis durante o salão, será iniciada a fase da fundação dos prédios, que não é intensiva em mão-de-obra. O que ocorre apenas a partir do levantamento da estrutura dos imóveis.

“O setor vai ter trabalho em quantidade por um grande período em função do déficit habitacional, mas depende de o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) liberar os recursos para a infra-estrutura para a população de baixa renda, de forma que a gente possa levar os empreendimentos”, analisa Luiz Amoedo.

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