Procura por consórcio fica estável

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Procura por consórcio fica estável

Mensagem por ruiz » 01 Out 2007, 16:53

Apesar de ter crescido quase 100% em número de cotas vendidas no estado no ano passado, em relação a 2005, o consórcio imobiliário está estabilizado. “Estamos mantendo o mesmo volume de vendas registrado em 2006, devido às facilidades criadas para o financiamento convencional”, explicou o gerente regional de negócios da Caixa Econômica Federal, Adelson Prata, frisando que os números locais estão bem próximos da média nacional. Segundo ele, em um ano e meio foram vendidas cerca de 3,2 mil cotas na Bahia, quase duas mil em Salvador e região metropolitana. No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, a modalidade teve um crescimento de quase 90% nos últimos três anos, alcançando 430 mil clientes.

Prata chama atenção para a necessidade de analisar as vantagens e desvantagens dos sistemas de aquisição da casa própria antes de definir o investimento. O consórcio imobiliário tem como principal atrativo a não-incidência de juros, mas, por outro lado, pondera, o cotista pode ficar até dez anos sem ser contemplado. “Quem paga aluguel, por exemplo, tem que pesar bem porque terá que pagar duas prestações ao mesmo tempo durante anos”, alertou.

O gerente de negócios da Caixa atribui a estabilização do consórcio imobiliário em 2007 a alguns fatores, incluindo a estabilização da economia e as medidas do governo federal para incentivar o financiamento habitacional, como a redução das taxas de juros, o aumento do prazo de pagamento e a maior oferta de crédito no mercado. No caso dos juros, Adelson Prata lembra que eles já variaram de 8% a 17% ao ano e que hoje estão na faixa de 6% a 13,5% ao ano. “São medidas que tornam o financiamento mais atrativo. Só a ampliação do prazo de pagamento para até 30 anos aumenta em média 20% o poder de compra das pessoas”, observa, frisando que muitos optam por pagar um pouco mais e receber a carta de crédito de imediato.

Em conseqüência dessas medidas de incentivo ao setor habitacional, sobretudo com foco na classe média, há também uma maior oferta de imóveis no mercado. Em 2006, a Caixa financiou 500 mil imóveis pelo sistema convencional no país, contra 115 mil da carteira de consórcios.

O perfil majoritário dos optantes do sistema de consórcio imobiliário é jovem, solteiro, que não paga aluguel e adere ao sistema como uma espécie de poupança. Nos dois sistemas é possível utilizar o saldo do FGTS para a compra do imóvel. O reajuste das parcelas do consórcio é anual, pelo INPC, índice calculado pelo IBGE, e os valores costumam ser de 40% a 45% inferiores aos do financiamento. Quem pretende aderir a um consórcio deve, antes, pesquisar as condições de algumas administradoras, como as taxas de adesão e de administração, e a situação delas junto ao Banco Central, no site http://www.bcb.gov.br" target="_blank.

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