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Vendas de cimento caem 10% no 1º quadrimestre de 2017

Enviado: 30 Mai 2017, 10:33
por ruiz
No primeiro quadrimestre de 2017, as vendas de cimento no mercado interno totalizaram 17 milhões de
toneladas, de acordo com dados preliminares da indústria. Esse montante representa uma queda de 10,1%
frente ao mesmo período do ano passado.

Em 12 meses, as vendas acumuladas totalizaram 55,5 milhões de toneladas, 10,7% menor do que nos 12
meses anteriores (maio de 2015 a abril de 2016). No mês de abril de 2017 foram vendidas 4,0 milhões de
toneladas, queda de 16,0% em relação a abril de 2016.

Na comparação por dia útil - melhor indicador da indústria por considerar o número de dias trabalhados, que
tem forte influência no consumo de cimento - as vendas do produto no mercado interno em abril de 2017
apresentaram aumento de 3,3% em relação a março de 2017 e queda de 7,8% sobre abril de 2016.


Resultados estão em linha com o projetado

Segundo o Presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, a
desaceleração na queda do consumo está em linha com o apontado pelo modelo de projeção do SNIC.

Essa tendência deve continuar durante o segundo trimestre, apesar de abril ter apresentado uma forte queda, isto é
justificado pelos dois dias úteis a menos com relação ao mesmo mês de 2016. Se compararmos o indicador
por dia útil a queda é compatível com a trajetória prevista.

A projeção de consumo de cimento para o final do ano continua com queda entre 5% e 7%. Alguns fatores
positivos, dentre eles a menor expectativa para o IPCA e para a Selic, e outros negativos, como a estagnação
do PIB, a elevada e crescente taxa de desemprego e indicadores ainda ruins da construção civil, levaram a
manutenção dessa expectativa.


Consumo aparente e importação

O consumo aparente de cimento (vendas no mercado interno + importações) totalizou 4,0 milhões de
toneladas em abril, com retração de 16,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Na comparação do acumulado nos últimos 12 meses (mai.2016 a abr.2017) a queda registrada no consumo
aparente atingiu 9,9% sobre igual período anterior (mai.2015 a abr.2016).

Fonte: snic.org

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