A IMPRENSA E A CRISE

Discussão sobre economia brasileira, tendência de mercado, dados estatísticos, etc.
marcossilva007
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A IMPRENSA E A CRISE

Mensagem por marcossilva007 » 26 Fev 2009, 17:56

Hoje o que mais se ouve falar em todos os cantos do mundo é sobre a crise mundial, uma crise que não começou aqui, e sim no sistema financeiro e imobiliário dos Estados Unidos, essa crise que atravessou continentes, chegou ao Brasil também de uma forma inesperada, avassaladora, está conseguindo derrubar pequenas, médias e grandes empresas gerando muito desemprego e desespero. Vejo que o que mais motivou para que ela nos atingisse de uma forma tão veloz e cruel foram os meios de comunicação, com grande destaque para Televisão que gera um clima de tensão e muito negativismo diariamente. Realmente ela está de parabéns conseguiu e consegue levar ao ar em primeiríssima edição, com exclusividade, e triunfar meio à crise. Enquanto todos nós brasileiros torcíamos para que à crise não chegasse aqui, a nossa imprensa brasileira (quero dizer americana) lutava e conseguia contagiar o nosso sistema financeiro e a nossa população, a imprensa brasileira mais uma vez (quero dizer americana) soube muito bem fomentar e colocar na cabeça das pessoas sobre a Crise. Lamento..., mas o que nós brasileiros ainda não conseguimos enxergar é que aqui no Brasil, um dos órgãos que mais estão lucrando com a crise financeira é a IMPRENSA, pois ela vende, dá ibope e audiência. É esse o retrato da nossa imprensa, negativista e anti-brasileira, não que devamos estar alheios ao que acontece do lado de fora e ser hipócritas, não , não é isso, pois não somos blindados, mas em tudo na vida deve-se ter uma dose de bom censo, pois nem todo o sistema financeiro mundial estava doente mas acabou contaminado através dos meios de comunicação.
Se conseguirmos voltar há aproximadamente ao início dos anos 80, quando surgiu o 1º caso de AIDS no mundo, eu então estudante do CEFET-CSF-RJ , me lembro perfeitamente quando um colega de turma levou o jornal para a sala de aula; antes o que era considerado uma doença só de gays e homossexuais quase não teve rerpercursão em nosso meio, pois aparentemente em nosso meio não havia nem gays ou homossexuais (nada contra e digo aparentemente...); pois bem algum tempo depois foi constatado que não se tratava de uma doença apenas deste grupo, que era considerado grupo de risco mas sim uma doença que todos poderiam adquirir através do contato sexual com qualquer pessoa já infectada. Todos tomamos aquele “back”, abalou geral , pois não tínhamos muito cuidado em praticar sexo, mais uma vez a imprensa teve o seu papel culminante, dessa vez pelo lado bom da coisa, informando-nos sobre os cuidados que deveríamos ter usando camisinhas e preservativos na prática sexual.
O que eu quero dizer é que não existe uma crise que seja duradoura, ela não vai se perdurar pra sempre, não devemos ficar parados e de braços cruzados esperando que ela passe e sermos um reflexo das atitudes dos outros lá de fora, esperando pelo Obama, temos que ter atitude sermos um pouco mais arrojados, ousados, sermos mais nós mesmos, mais brasileiros , perseverantes, positivos, confiantes, que sejamos uma nação mais feliz, não esperando que alguém faça nada por nós ou haja e fale por nós.
Vamos em frente, vamos ser felizes, sem medo, fazer bons negócios, para reaquecer a nossa economia.

Abraços.
Editado pela última vez por marcossilva007 em 10 Mar 2009, 15:41, em um total de 1 vez.
Marcos Silva
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Re: A IMPRENSA E A CRISE

Mensagem por ruiz » 26 Fev 2009, 19:01

No livro "A TIRANIA DA COMUNICAÇÃO", Editora Vozes,(1999), Ignácio Ramonet faz uma enorme crítica aos meios de comunicação que não têm ética, aos que manipulam o que é noticiado, aos que vulgarizam seus programas a fim de conquistar o maior número de espectadores.

O que chama a atenção, entre outros temas, é a idéia do que para ele seriam os verdadeiros três poderes constituídos na sociedade atual: O primeiro poder: a Economia. Segundo poder: o Mediático e Terceiro poder: o Politico. E não, como sempre soubemos, o Legislativo, o Judiciário e o Executivo.

O chamado Quarto Poder, da imprensa ou jornalismo, não existiria mais como um interlocutor da sociedade, mas apenas "embutido" no controle dos conglomerados midiáticos. São eles que difundem ou determinam ideologias, o que é ou não necessário para o cidadão. Por exemplo, quando todos os meios de comunicação afirmam um acontecimento como verdadeiro, mesmo que seja falso, como duvidar desta verdade?

Os jornais, a rádio e a televisão põem e dispõem o que pensamos. As coisas só passam a ter existência se forem publicadas num meio qualquer de comunicação. Portanto, o fato de ser notícia já é quase verdade! A imprensa (mídia de um modo geral) não se limita a relatar as notícias: seleciona, interpreta e atribue a importância que quer, conseguindo assim, de certa forma, manipular os dados. E todas estas “entidades” têm conexões econômicas: é uma questão de poder.

Prestem atenção: o mesmo tipo de deslize, praticado por pessoas diferentes, é abordado de forma completamente diferente na mídia. Os políticos que o digam. Quando um deputado, dono de jornal, é pego supostamente roubando, se for preso é porque a polícia “extrapolou” suas prerrogativas: o bandido vira mocinho e o mocinho vira bandido. Por outro lado, se o tal deputado além de não ser o dono do jornal ainda for um adversário político, aí tá “lascado”: é bandido, criminoso, independente de qualquer julgamento.

Quando a cidade alaga, se o prefeito está na lista dos “amigos” é porque choveu demais. Atos de Deus. Se o prefeito for adversário, vai receber um furioso combate por sua suposta incompetência, inoperância e prevaricação. Repórteres vão filmar as “bocas de lobo” com lixo para apontar o dedo contra o desafeto.

A importação da crise atual não só vende mais jornal. Ela tem impacto nas eleições de 2010 e pode ser a “tábua da salvação” para grupos que combatem um presidente da república com quase 90% de aprovação, fato inédito no Brasil e talvez no mundo. Só uma severa crise, com o fechamento de milhares de postos de trabalho, castigando severamente principalmente a parcela mais pobre da população para segurar essa onda. A primeira etapa é importar a crise. A segunda é apontar os culpados (o governo, claro) e a terceira é dizer “Ei! Aqui temos uma solução”. Resta saber se os fatos vão se render à ficção.
José Ruiz
JR&A
Esqueça os rótulos. Seus atos são inclusivos ou excludentes? É tudo que eu preciso saber a seu respeito.
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